Estou acompanhando a série Making the Cut, que é uma produção bastante interessante da Prime Video com uma abordagem similar à do programa O Aprendiz, porém focado em pequenos e talentosos estilistas independentes de todo o mundo.
Ao longo dos episódios, os estilistas enfrentam desafios que envolvem colaborações com marcas, designers renomados e tarefas inusitadas, como criar uma coleção com materiais de festas infantis ou de construção civil, tudo dentro de um prazo máximo de 48 horas.
That’s incredible!
Um dos episódios que me chamou a atenção foi quando os estilistas tiveram que desenvolver dois looks em parceria com a Champion. Os looks devem seguir a linha sportswear, sendo um para a passarela, com um conceito mais elaborado e de alta costura, e o outro mais comercial e acessível.

Um participante decidiu criar dois looks de esqui, argumentando que era uma inovação. Apesar das peças terem ficado bonitas, foram duramente criticadas pela banca avaliadora, especialmente pelo Designer responsável pela Criação da Champion, pois não respeitaram o conceito da marca e sim a estética pessoal do estilista.

No entanto, quem conhece a Champion sabe que sim ela é esportiva, mas a “praia” dela não é o Ski! São esportes muito distantes um do outro e a marca está muito mais voltada para NBA e NFL.
Esse episódio ilustra a importância de compreender o universo da marca, seu público-alvo e perfil ao realizar qualquer tipo de ação dentro de uma empresa. Por mais que tenhamos o desejo de inovar e romper barreiras, é essencial entender que “liberdade é saber lidar com os limites”.
Como Fernando Pessoa disse, somos livres como um pássaro dentro da gaiola, e convém aprender a voar dentro do espaço disponível. Há limites para todos, inclusive para as marcas, e é importante reconhecê-los para garantir o sucesso das nossas iniciativas.

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