Silência = Silencia e/ou Silenciar

É impressionante como o inconsciente se manifesta na nossa vida.

Estava escrevendo mais um artigo para o blog e toda vez que escrevia a palavra SILÊNCIO, ao invés de colocar o O, sempre clicava na tecla A.

Coincidentemente ou não, isso se deu na semana mais intensa de trabalho, questões pessoais, expectativas frustradas e desafios do dia-a-dia, somados a fase dos 30 anos (rsrsrs). Ao todo, acho que foram 7 vezes que errei a palavra no meu último artigo Coragem para ser imperfeito, até que parei, comecei a rir e entendi que na verdade o que eu precisava era SILENCIAR.

Para quem vive a dinâmica do perfeccionismo, da ansiedade e da autocobrança, parar para silenciar não é tão permitido quando se tem inúmeras responsabilidades na vida. Somos formados por uma coleção de papéis sociais que precisamos atender, assumir e corresponder sendo que grande parte deles foram colocados em nós pelo simples fato de existir.

E é aí que o nosso psiquismo dá sinais por meio de atos falhos ou de mecanismos próprios, evidenciando aquilo que não temos consciência, mas que precisa vir a nossa mente.

São esses atos falhos que manifestam coisas que foram reprimidas da Consciência e que, deste modo, como um “engano”, aparecem, revelando a intenção Inconsciente, e o desejo de serem satisfeitas.

Considerando o meu ato falho, ficou muito evidente o quanto o inconsciente estava e vem me sinalizando a necessidade de parar, silenciar e eu até arrisco em acrescentar, se livrar de coisas que tiram a leveza, bem como que prejudicam a minha saúde mental.

Por esse motivo é muito importante se conhecer!

O fato de ter feito terapia por um bom tempo e de ter me permitido dar uma pausa para olhar para mim, fez com que eu desenvolvesse certa maturidade para notar essas manifestações inconscientes que talvez já apareceram de outras formas e que deixei passar. Entretanto, que naquele momento eu parei, percebi o que estava sendo pedido, desliguei o computador, foquei em uma série legal e organizei uma viagem no feriado seguinte.

Às vezes o que a gente precisa é realmente não fazer nada.

Então eu te pergunto, quais sinais o seu inconsciente vem dando? O que ele vem pedindo para você fazer?

Eu precisava SILENCIAR e você, o que precisa?

Resposta

  1. Olá Rodrigo…

    Talvez seja uma coincidência ou o momento que compartilhamos neste pontinho azul no espaço, mas tenho pensado muito em silenciar um pouco mais a mente. No meu caso, estou mesmo planejando um breve retiro para silenciar, verbal e mentalmente, por dois ou três dias.

    Esta será a segunda vez que o faço; a primeira já faz mais de 17 anos. A primeira experiência foi desafiante, mas também de muita clareza diante das escolhas que fiz nos períodos a seguir.

    Esperanço que seu silenciar traga ainda mais reflexões que você possa compartilhar conosco.

    Fique bem e se mantenha forte.
    Rafa

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SOBRE O AUTOR

Rodrigo Alves é Psicólogo, pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas com especialização em Mercado e Negócios de Luxo, Rodrigo buscou compreender os significados ocultos do consumo e as relações de poder nas organizações, tendo publicado um artigo que posteriormente virou capítulo de um livro sobre as contribuições da psicanálise para a análise da cultura e relações de poder dentro das organizações.

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