Em cima do muro

2020 está prestes a chegar ao fim, mas parece que ainda tem muito a oferecer!

Estamos em uma pandemia global que paralisou a economia no mundo todo, tivemos no Brasil a chegada de um ciclone, explosão em Beirute e tantos outros eventos ambientais, políticos e sociais.

Entretanto, parece que com tudo isso, pouco se aprendeu.

Vidas negras importam, sustentabilidade, civilidade, responsabilidade social e muitos outros assuntos que já estavam em pauta nos fóruns mundiais ainda caminham a passos bem lentos.

No quesito pandemia RJ, SP e algumas regiões do nordeste nos levam a questionar se de fato ela existe, pois mesmo com todas as medidas de segurança no Brasil, baladas ainda operam como supostos bares e as pessoas continuam a não compreender a importância do seu papel nisso tudo.

É claro que esse comportamento começa de cima para baixo, grande parte dos representantes políticos vão contra as medidas de segurança, que segundo eles afetam a economia e consequentemente a sua possibilidade de receber mais dinheiro das empresas, bem como desviar verba pública. E os que suspostamente apoiam, com as eleições, evidenciaram que o discurso também fazia parte de uma campanha para angariar votos.

Entendo e concordo que a economia importa e sim precisamos pensar em medidas que permitam o funcionamento das empresas, porém, dentro de um processo de fiscalização rígida, sem favorecer grandes ou pequenos e garantir a segurança de colaboradores e clientes.

Contudo, outros assuntos também precisam ser discutidos neste momento.

Os casos de racismo no Brasil só aumentam, mesmo com todos os investimentos em treinamentos, práticas de compliance e formação de líderes o assédio moral ainda é cometido por gestores nas organizações, desrespeito e homofobia da “supremacia” ainda são vistos como o recém caso da advogada em uma padaria da Zona Norte de SP e tantos outros assuntos que levariam dias e matérias pra relatá-los.

E de quem é a responsabilidade nessa mudança? De todos nós!

Se omitir também é se posicionar, é como o voto em branco, você acha que não terá consequências, mas pelo contrário, muitas das vezes, só dá mais força para quem não deveria se eleger.

Recentemente e com base em uma matéria da Isto é, as Lojas Renner foi obrigada pela justiça a pagar R$ 100 mil a uma funcionária que sofreu racismo em uma das suas operações. A decisão foi emitida pela juíza do Trabalho do Rio de Janeiro que entendeu que ficou configurada a doença ocupacional e a omissão da empresa diante do ocorrido.

Se omitir nos dias atuais também é um posicionamento e quase sempre é encarado como ser conivente. Não dá mais para ficar em cima do muro e o mercado vem buscando profissionais que se posicionem, que tenham propósito, bem como, líderes que representam a cultura da companhia que estão inseridas.

Não acredito que tal prática faça parte da cultura da Renner, mas o permitir a pessoa errada na posição levou a empresa a ser exposta neste caso.

Vale uma observação sobre este tema, se posicionar não é brigar por ideais ou crenças, muito menos por verdades absolutas, é saber propor o bem coletivo, levar as pessoas a pensarem diferente e entender que todas podem contribuir para o bem em comum.

Vamos juntos 😉

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