Em qual modelo de RH que você acredita?

Olá Rodrigo, tudo bem?

Gosto do seu blog e acompanho os seus artigos. Acho bem interessante como você expõem a sua opinião e como defende a ideia de uma psicanálise aplicada ao contexto organizacional.

Um ponto que me questiono é a sua posição enquanto profissional de RH, pois me parece daqueles “humanistas” que favorecem o colaborador esquecendo do fator negócio.

Vejo que em vários artigos seus, você provoca as empresas a repensarem as suas práticas e políticas, mas pouco se fala do comportamento do funcionário que muitas das vezes não colabora com o negócio.

Talvez seja só uma percepção minha, principalmente porque trabalhamos na mesma área e vivemos o mesmo desafio.

Recebi este feedback de um leitor e que agradeço por oferecê-lo.

Acho importante discutir sobre esse assunto e foi por esse motivo que decidi trazê-lo em uma postagem no meu blog.

Tomo todo cuidado pra não expor a pessoa e muito menos para tornar essa página um lugar de debate a críticas vindas de profissionais, principalmente os da minha área.

É essencial, nos dias atuais, pensar que lugar o RH ocupa dentro da organização. Até porque com o avanço da tecnologia e as mudanças no comportamento de consumo, os RH’s a cada vez mais são convidados para discutir assuntos que fazem parte de negócio e que em outras épocas, jamais seriam convidados e ouvidos.

Grande parte da nossa existência sempre foi como área de back office. Ainda em algumas empresas, infelizmente, nossa área se “resume” em processos de DP e a legislação. Somos mais conhecidos por isso, mas nossa entrega vai muito além de obrigações trabalhistas.

Enquanto profissional da área, acredito no modelo de Business Partner e apesar de ser um conceito muito novo, se tivermos alinhados com o negócio, podemos promover através de estratégias de gente e gestão o desenvolvimento da organização.

Nossa especialidade são as pessoas e não podemos esquecer que são elas que fazem as empresas caminharem. É a nossa atuação junto as áreas que criam recursos para que o fator humano se fortaleça, esteja alinhado e coopere com a empresa.

E como vejo isso acontecendo?

Através de um bom trabalho no desenvolvimento dos líderes, na formação das equipes, no acompanhamento dos KPI’s da área, na criação e melhoria de processos mais alinhados com o mercado e no estar presente no negócio.

Quanto ao fato de eu parecer um RH que só olha para os colaboradores, discordo completamente.

Provoco as empresas a refletirem, pois acredito que temos que ter clareza sobre quem somos enquanto instituição e quais são os objetivos que temos para a organização.

Sem saber o que somos e para onde vamos dificulta qualquer negócio de deslanchar no mercado e até o melhor dos profissionais se torna ineficiente quando não se tem clareza do que se espera dele.

Por isso trago a discussão pra esse nível, por considerar que o nosso desafio enquanto RH, também é levar a empresa a refletir sobre a sua cultura, perfil e sobre o seu futuro, para a partir disso, construir as melhores estratégias para o negócio.

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