Quando ficamos reféns do “bom senso”

Vivemos dias em que o bem comum pede atitudes simples como o distanciamento.

Infelizmente os números da pandemia no Brasil, mesmo com todos os esforços do governo em esconder estes dados, só aumentaram e tudo porque estamos reféns do bom senso coletivo.

O triste é que ainda vemos pessoas saindo sem máscaras, promovendo festas e possíveis aglomerações. E por mais “cuidado” que se tenha (como é o caso da Socialite que colocou testes de Covid na entrada da sua festa), não é o suficiente.

Contar com o bom senso coletivo nem sempre é uma boa estratégia e é por isso, que viver em civilização requer regras que estabeleçam limites e direcione o comportamento humano.

Porém, seja em qualquer âmbito ou contexto, sempre existirão aqueles que tentarão dar um jeitinho. Mas, será que vale o risco?

A falta do distanciamento promove mais do que um colapso na saúde pública, traz novas mortes e agrava o impacto na economia, que hoje está refém da colaboração das pessoas.

Se hoje o “juntos”, em termos de colaboração, é a solução, torna-se essencial que a humanidade não só entenda o seu papel, mas também contribua.

Tenho acompanhado os inúmeros esforços de profissionais de RH e Medicina Ocupacional que continuamente lidam com decretos e medidas, bem como juntos ao corpo executivo da organização, buscam formas de manter as operações funcionando, mesmo que reduzidas, a fim de garantir a existência do negócio e também os empregos de inúmeros profissionais que estão vinculados àquela empresa. Porém, mesmo assim ainda nos deparamos com pessoas que fazem diferente.

Repito, se o juntos (colaboração) é a solução para o momento que estamos vivendo, que tal abrir mão do seu “bom senso” (o que você acha) e colaborar?

Usar máscara não é legal, ficar sem poder dar um abraço e ver quem você ama, muito menos. Porém, faz parte do momento que estamos vivendo e mesmo que façamos todos os exames e usemos todos os remédios recomendados, enquanto não houver respostas claras, não será o suficiente.

Portanto, é preciso colaborar, pois se não for assim, sofreremos o fato de estarmos reféns do bom senso coletivo.

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SOBRE O AUTOR

Rodrigo Alves é Psicólogo, pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas com especialização em Mercado e Negócios de Luxo, Rodrigo buscou compreender os significados ocultos do consumo e as relações de poder nas organizações, tendo publicado um artigo que posteriormente virou capítulo de um livro sobre as contribuições da psicanálise para a análise da cultura e relações de poder dentro das organizações.

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