Essencial = Eficiência + Colaboração

As pesquisas já apontavam que o futuro é a colaboração. As marcas estão se unindo para desenvolver produtos e campanhas publicitárias, investindo recursos e por meio das suas equipes, se comprometendo com a entrega a cada vez mais, de produtos e serviços que atendam as necessidades e expectativas dos clientes.

O mais interessante disso tudo é o quanto o mundo foi capaz de evoluir e perceber que trabalhar em equipe e colaborar é melhor do que competir (individualismo).

As empresas se viram obrigadas a retornarem às “escolas” e aprender o que de fato as pessoas buscam. Até porque, não dá mais para competir sem ética, sem ouvir o seu cliente, sem perceber os movimentos que o mercado vem fazendo, portanto, quem dita as regras da competição são os consumidores.

Eles escolhem de quem e o que compram!

Uma campanha publicitária, uma boa vitrine em loja ou comercial de televisão são importantes, mas não é um fator crucial para o consumo. Existem marcas, principalmente no cenário da Moda, que tem ganhado dinheiro sem se quer ter um(a) garoto(a) propaganda (celebridade / influencer) e nem mesmo se utilizam de comerciais para a promoção de seus produtos.

As compras, neste novo momento de mercado, se dão de outra forma. Elas acontecem por meio das necessidades do cliente e é por isso, que quem dita as regras são eles.

Antes existia um forte apelo ao produto, a obrigação de se ter uma marca, um nome que as pessoas respeitassem, principalmente na Moda. Hoje, a necessidade dá o tom e não importa se é Renner ou Gucci, desde que ela atenda aos desejos de quem compra.

O mundo não é o mesmo e a humanidade amadureceu, consequentemente o comportamento de consumo também.

Não estou dizendo que as pessoas vão deixar de consumir, mas que elas vão pensar sobre o que irão consumir e comparativamente ao contexto atual (pandemia), só vão consumir o “essencial”.

Trago aqui uma reflexão quanto ao conceito de essencial. Não trato dele como o proposto por políticos e governantes neste momento de isolamento e COVID, mas o essencial do indivíduo, do seu psiquismo, do seu desejo e das suas condições sociais.

É por isso que a colaboração entre marcas será o caminho.

Não existem mais diferenças entre segmentos, cada um pode contribuir com o melhor que tem. A exemplo disso, cito a colab desenvolvida entre Tommy Hilfiger e Mercedes-Benz para oferecer aos clientes o melhor dos dois mundos.

Esta não foi a única colaboração entre marcas já realizada nos dias atuais, pelo contrário, até as mais conservadoras estão se rendendo aos encantos do colaborar (colab Prada e Adidas) e aquelas que ainda resistem, precisarão pensar o seu próprio comportamento para manter-se ativas no mercado.

E se o COVID-19 veio pra mexer com as nossas vidas, acabou também mexendo com a forma de consumirmos produtos e serviços.

E se a palavra da vez é essencial, como vocês (marcas) estão planejando a retomada dos seus negócios? Conseguem visualizar os produtos ou serviços de vocês como essenciais à sociedade? Tem aproveitado este momento para serem mais eficientes e agir criativamente? Pensaram em colaborar?

Deixe um comentário

SOBRE O AUTOR

Rodrigo Alves é Psicólogo, pós-graduado em Gestão Estratégica de Pessoas com especialização em Mercado e Negócios de Luxo, Rodrigo buscou compreender os significados ocultos do consumo e as relações de poder nas organizações, tendo publicado um artigo que posteriormente virou capítulo de um livro sobre as contribuições da psicanálise para a análise da cultura e relações de poder dentro das organizações.

Quer saber mais sobre? Clique aqui.