O que as pessoas esperam das marcas em época de COVID-19?

O mundo vive uma grande incerteza e nunca se falou tanto em colaborar como agora.

Iniciativa privada e pública trabalhando em conjunto. Ricos e pobres no mesmo barco, todos iguais diante do vírus e sujeitos aos impactos deste na economia.

De fato nossas vidas não serão as mesmas. Se já éramos preocupados com o tema higiene pessoal, agora essa preocupação só vai aumentar.

Novas formas de demonstração de carinho irão surgir, até porque abraçar e beijar nos dias atuais é sinônimo de risco e contaminação. O distanciamento é o cuidado, é o amor, é o demonstrar afeto.

Passamos a olhar e reconhecer profissionais como essenciais. A ciência tornou-se o oráculo e a “esperança” para o futuro.

A saúde (mesmo com todos os desafios no Brasil) e a vida viraram manchetes de jornais e discursos de governantes. Os meios de comunicação voltaram-se para o COVID e até a economia cedeu aos seus “encantos”. Não se fala em outro assunto!

A quem diga que o futuro é humano. São as pessoas que, sejam nos contextos políticos ou privados, vão “ditar as regras”. São elas que vão criar os movimentos de mercado e as marcas precisarão se adaptar a isso.

Talvez essa perspectiva não seja tão nova assim, até porque pesquisas anteriores ao COVID já indicavam o fator humano como o centro das relações comerciais, mesmo com o avançado desenfreado da tecnologia. Mas, temos que reconhecer que os impactos provocados por essa pandemia acelerará mudanças nos países, principalmente nos investimentos e estudos sobre à saúde.

Considerando isso e já que o comportamento humano torna-se pauta nas discussões sobre o futuro dos negócios, o que as pessoas esperam das marcas neste momento de pandemia?

Com base em pesquisas recentes como o Barometer da Kantar e as publicadas pelo Google Retail AIT e a KPMG, as pessoas esperam que as marcas sejam úteis neste momento e que divulguem dados sobre como tem lidado com a pandemia, além do cuidado com os seus colaboradores.

A palavra otimismo também aparece nas pesquisas, pois as pessoas buscam mais do que informações sobre o COVID, elas querem caminhos e formas de entretenimento para lidar com as angústias e preocupações dessa época.

E as marcas que estão se comportando diferente têm recebido grandes críticas por meio das redes sociais, principalmente aquelas que tem intensificado as ações de vendas, bem como as que tem se aproveitado para vender máscaras à um custo elevado (vivenciamos um caso recente de uma grande marca de moda carioca).

Desta forma, penso que a retomada dos negócios se dará por meio das pessoas.

As decisões que as empresas estão tomando quanto ao cuidado dos seus funcionários e como elas estão se preparando para receber os seus clientes dirá muito sobre quais valores e propósito tem aquela organização (vale lembrar que as macas precisam ser úteis).

Por hora, buscar entender o comportamento humano, ser mais eficiente e gerenciar as despesas são as ordens para as marcas que desejam permanecer vivas no mercado.

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