Quando os valores se perdem!

No domingo estive na igreja como de costume. Ouvia atentamente o pastor que em sua palestra falava sobre caráter e a responsabilidade que aqueles que se dizem cristãos têm de revelar a personalidade de Cristo através do seu comportamento.

Antes de mais nada, não quero discutir religião neste breve texto, mas falar de algo que acredito que faz sentido em nossas vidas e carreiras.

Aproveitei a oportunidade para refletir sobre tudo aquilo que ouvia e tentei trazer para a minha vida e profissão. Foram vários pensamentos e cheguei a conclusão que não temos que ser BONS porque seguimos uma religião ou código de conduta profissional. Temos que ser BONS, porque somos PESSOAS BOAS!

É claro que este movimento que as religiões têm feito na orientação e formação do caráter com base em suas crenças, não tem a intenção de anular a personalidade de uma pessoa construindo algo que ela não é. Pelo contrário, vejo isso como um sinal de que o ser humano vem resgatando por meio de uma crença em Algo ou Alguém os valores talvez esquecidos. E isso é plausível!

Discordo do ponto de vista de que temos que ter valores por causa da profissão que escolhemos, a cultura que estamos inseridos ou a religião que seguimos. Não tenho que respeitar, ser honesto, ajudar o próximo, dizer a verdade porque sigo uma religião, sou coach, psicólogo ou profissional de RH. Tenho que ter esses valores porque é o correto, é humano e faz parte da minha personalidade.

Nos dias atuais onde muito se discute sobre compliance, devemos ter claro o nosso próprio código de conduta, resgatar em nós valores importantes e cumprir nosso papel social de apoiar e incentivar a aplicação dessas virtudes no trabalho, nas relações sociais e familiares, nas escolas e etc.

É claro que o mundo ideal seria se as pessoas não precisassem ser lembradas a respeito da verdade, da justiça, da honestidade, do respeito à vida e ao meio ambiente, da generosidade e da tolerância. Porém, enquanto isso não acontece, nós devemos criar formas de incentivar a prática desses valores sendo primeiramente exemplos (e não porque nos pedem isso, mas porque escolhemos tê-los em nós) e depois, estimulando por meio de políticas públicas, corporativas, treinamentos ou por meio de simples ações em nosso dia-a-dia.

E vejo isso como responsabilidade de todos. Cidadãos, empresas, governo, igrejas e etc. Se fizermos a nossa parte, muita coisa será melhorada em nosso dia-a-dia.

E para nós, profissionais de RH, que convivemos com inúmeras pessoas grande parte do nosso tempo, temos um enorme desafio pela frente.

Resgatar esses valores nas organizações, principalmente nos dias atuais que estão marcados pelo abandono dessas virtudes e grandes esquemas de corrupção.

“Nem todos podem [querem] tirar um curso superior. Mas todos podem ter respeito, alta escala de valores e as qualidades de espirito que são a verdadeira riqueza de qualquer pessoa.” Alfred Montapert

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