Quando as duas coisas andam juntas!

Estou concluindo a leitura do livro Dedique-se de coração.

Essa grande obra conta a história da Starbucks desde a sua criação, expansão e o momento atual, conta como essa marca se tornou uma grande varejista e como pessoas apaixonadas a fizeram chegar onde chegou.

Parece clichê falar isso, mas não é.

Para quem trabalha com Recursos Humanos sabe o desafio constante, que nós profissionais da área, temos em criar ações que promovam um ambiente de transparência, confiança e de paixão pelo que se faz.

Mesmo em grandes empresas é muito comum vermos uma relação de parceria baseada somente no monetário, ou seja, as pessoas até se dedicam no trabalho, mas não porque amam o que fazem ou o lugar, mas porque é dali que saem os recursos para a manutenção das necessidades básicas de vida.

E isso não esta errado, o mundo ideal seria se todos também fizessem com amor, mas a bem da verdade é que as coisas não funcionam assim.

Lembro-me da experiência de ter trabalhado em uma startup e como as pessoas eram apaixonadas por isso. Achei que fosse algo específico daquela empresa, mas ao entrar em uma grande companhia em recuperação judicial, vi o empenho de inúmeros colaboradores em querem virar o jogo, fazer a empresa voltar para o verde dedicando-se na construção de um bom produto, na negociação com os fornecedores e principalmente no atendimento ao cliente.

A Starbucks cresceu porque mais do que o técnico, existia um ingrediente especial, existia amor. As pessoas acreditaram na transparência dos seus executivos, no rumo que eles queriam dar para o negócio e no que a empresa se tornaria.

Não acredito que na fase inicial os colaboradores tinham grandes salários, pelo contrário, penso que essa fase foi a que eles mais trabalharam e menos foram remunerados. Mas porque acreditavam no que faziam, porque foram cativados pela ideia e passaram a amar aquela empresa, colocaram os seus esforços e fizeram a marca subir a um nível de mercado que talvez muitos não acreditavam.

Eles não se cansavam de “enfatizar a importância do aprofundamento do conhecimento sobre cafés e chás” (pg. 44), mas o que dava o toque principal no negócio era “a relação de confiança que uma empresa tem com seus funcionários” (pg. 64), ou seja, eles almejavam o técnico, acreditavam que o conhecimento na torrefação, nos grãos de café, além das experiências que as cafeterias italianas promoviam para os seus clientes eram essenciais, mas sabiam que se as pessoas não estivessem confiantes e apaixonadas pela ideia e cultura da empresa, nada do sucesso que a companhia teve, seria atingido.

Atuando no Varejo ainda percebo uma relação entre empresa e colaborador puramente monetária. Poucas são as empresas que conseguem imprimir no seu dia-a-dia uma experiência positiva com marca empregadora. Poucas são as empresas que cativam seus funcionários gerando identificação e desejo.

Investem em inúmeros treinamentos, convenções, celebridades, campanhas de marketing e tantas outras estratégicas, mas faltam-lhes alma… faltam-lhes pessoas que amam o que fazem, que gostam da marca, que se identificam com o produto e jogam junto, talvez porque olham demais pra fora e esquecem que dentro também tem gente que precisa ser cativada.

Indico essa leitura para todos e torço, não me excluo disso, que nós enquanto empresários, profissionais de RH e líderes possamos investir em “almas”.

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