Home Office: uma via de mão dupla.

Temos acompanhado as notícias sobre o COVID-19.


Confesso que dentre todos os assuntos relacionados à este tema, o comportamento das empresas e a discussão sobre home Office vem me chamando à atenção.


Como conceito, o Home Office (HO) é uma expressão inglesa que significa “escritório em casa”. Ela baseia-se pelo trabalho em ambientes domésticos onde o profissional consegue ter liberdade, conforto e flexibilidade na sua rotina de trabalho.


Esse modelo de trabalho, que não é tão novo assim, é muito comum em países desenvolvidos onde as culturas da produtividade e do comprometimento não estão relacionadas somente ao espaço físico de uma organização.


No Brasil tal de prática ainda é mais vista em multinacionais ou startups. Mesmo com suas exceções, em grande parte das empresas nacionais, o home office é um tabu ou é destinado para cargos de gestão.
Mas a pergunta é: por que ainda não conseguimos colocar em nossa cultura essa prática?


Nos diversos artigos que li e pesquisas que acompanhei sobre o assunto, os principais pontos que encontrei são:

  • A falta da cultura de indicadores de produtividade.
  • A resistência das empresas em relação à prática.
  • A legislação, porém ela já vem sendo repensada para este novo modelo de trabalho.
  • A estrutura dos cargos dentro das organizações.
  • O indivíduo.

Como via de mão dupla, o home office é um método que encanta e melhora sim os resultados da organização. Porém, melhora quando os dois lados tem uma relação saudável e se comprometem com a prática.


Li muitos comentários sobre pessoas cobrando das empresas que implantem o HO, principalmente neste momento. Porém, quando elas implantarem, teremos a maturidade para lidar com essa prática?


Infelizmente ainda temos pessoas que associa o HO com férias, folga, dia de lazer e etc… Home Office também é dia de trabalho, de responsabilidade com as entregas, de ser criativo, de produzir dentro de um ambiente seu, aconchegante, sem a preocupação com o que e como está vestido (salvo para quem continua com a agenda de reuniões).


Mesmo com o COVID-19 ainda temos empresas resistindo ao HO, preferem banco de horas ou férias antecipadas, mesmo quando tem a possibilidade de testar algo novo (é claro que existem exceções, pois não são todos os cargos que se adéquam e é necessário uma leitura de mercado comparativamente ao modelo atual de negócio).


Portanto, para quem teve essa oportunidade, faça a sua parte e prove que home office também é produtivo.


Infelizmente, considerando o que estamos vivendo, o cenário econômico não será o dos melhores, porém, que possamos aprender e construir juntos uma sociedade aberta ao novo, responsável e comprometida com as entregas.

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